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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Lua em forma de U: Anomalia celeste ou fenómeno natural comum?

Não é incomum recebermos e-mails perguntando por que a Lua algumas vezes aparece em forma de U, ao invés de C ou D. O interessante é que muitos acreditam que isso seja uma anomalia recente e que alguma coisa muito estranha está acontecendo coma Lua. Mas não é bem assim.

Lua em forma de U
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Quando a Lua é vista em forma de U, a primeira coisa que o observador inexperiente faz é procurar na internet a esse respeito. Até aí, tudo bem. O problema é que a pesquisa quase sempre leva a sites leigos ou sem qualquer compromisso com a ciência, já que esses são maioria na internet. O resultado é uma enxurrada de informações desencontradas, algumas engraçadas, outras catastróficas.
Como a resposta correta quase nunca é encontrada, a explicação mais convincente e mirabolante é aceita. E propagada infinitamente.

Lua em forma de U
A aparência em forma de U não tem nada de anômalo. Muito pelo contrário. Ela é provocada pelo ângulo com que o Sol reflete nela em algumas épocas do ano. Só isso.


Explicacao para a Lua em forma de U

Apenas para relembrar, nós vemos a Lua à noite porque ela reflete a luz do Sol e não porque emite luz. Dessa forma, a porção iluminada está sempre apontada para o Sol. A Terra por sua vez gira ao redor do Sol, mas a inclinação do eixo faz com que os hemisférios norte e sul recebam a luz do Sol de modo diferente no inverno e no verão. É por isso que temos as estações do ano.
A inclinação do eixo da Terra é a responsável direta pelo trajeto aparente que a Lua faz no céu. Algumas vezes, esse caminho parece uma linha reta indo em direção ao horizonte. Outras vezes essa linha imaginária parece bastante inclinada. Depende apenas da época do ano.
Durante o inverno, quando a Lua está na fase crescente, a linha imaginária se parece com uma linha reta. Como o Sol está abaixo dessa linha imaginária, o resultado só pode ser um padrão em forma de U, que pode ser visto durante alguns dias, duas vezes por ano ou até mais, dependendo da latitude do observador.
Então, da próxima vez que você ver a Lua em forma de U, esqueça as anomalias inexistentes e contemple. É justamente nesse momento que a Lua nos proporciona as melhores fotos.
Bons céus!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sandy

Imagens de satélite registradas na segunda-feira mostram que a extensão da super tempestade Frankenstorm, provocada pelo furacão Sandy, é superior a 1500 km de comprimento e se estende até o norte dos Grandes Lagos, já no Canadá. O furacão entrou ontem na costa leste dos EUA com ventos superiores a 130 km/h.
Imagem de Satelite Furacao Sandy


Imagens feitas pelo satélite de sensoriamento SUOMI, da NASA, mostram o enorme raio de atuação de Frankenstorm, uma enorme tempestade criada pela fusão de três sistemas meteorológicos diferentes sobre os EUA. As cenas mostram a gigantesca área de instabilidade que se formou durante o choque e que provocou precipitações de mais de 300 milímetros de chuva nas áreas costeiras e cerca de 1 metro de neve nas montanhas Apalaches.

Nas áreas costeiras, o efeito da tempestade foi amplificado ainda mais devido à presença da Lua Cheia, que elevou as marés altas. Em Nova York e Nova Jersey, cidades fortemente castigadas pela tormenta, a maré alta superou a marca de 3 metros acima do nível normal e provocou diversos alagamentos, principalmente em áreas próximas da costa.

De acordo com fontes oficiais, 16 pessoas morreram nos EUA e 1 pessoa no Canadá, mas esse número poderia ter sido muito maior se não fossem as medidas preventivas adotadas pela Defesa Civil e prefeituras locais. Em Nova York, o prefeito ordenou a evacuação de quase 400 mil pessoas das áreas litorâneas, que foram severamente atingidas. Em sua passagem pelo Caribe Sandy deixou 61 mortos.

As imagens de satélite mostram que Sandy tocou a costa leste americana na altura de Nova Jersey no início da noite de segunda-feira. Os intensos temporais e rajadas de ventos superiores a 150 km/h, deixando mais de 7 milhões de pessoas sem energia elétrica em 13 estados. Em Nova York, 260 pacientes precisaram sair às pressas de um hospital depois que o sistema de geradores de emergência falhou.


Tempestade Perfeita
Sandy era um típico furacão formado sobre as águas quentes do Atlântico e deveria seguir seu caminho normalmente em sentido nordeste até se dissipar na altura da costa do Canadá. No entanto, uma zona de alta pressão estacionada no Atlântico norte impediu que a tormenta seguisse seu caminho, forçando-a em direção oeste rumo à costa leste dos EUA.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Foguete russo explode e produz toneladas de lixo espacial



Autoridades espaciais estadunidenses confirmaram que o estágio superior de um foguete russo Proton explodiu violentamente, injetando no espaço centenas de fragmentos de lixo que podem colidir com diversos satélites científicos, militares e também com a Estação Espacial Internacional. Até agora, já foram contados pelo menos 500 pedaços do foguete.

Foguete Breeze M
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A explosão aconteceu no dia 16 de outubro e foi provocada por uma falha no propulsor Breeze M, que equipava o foguete russo Proton, de 3 estágios. O foguete foi lançado no dia 6 de agosto e tinha como objetivo colocar em órbita dois satélites de comunicação, Telkon 3 da Indonésia e MD2, da Rússia.
Ambos os satélites deveriam ser inseridos em orbita geoestacionária a 36 mil km de altitude, mas uma falha na ignição do terceiro estágio impediu o êxito da missão e o estágio Breeze M permaneceu muito abaixo da altitude programada, repleto com 22 toneladas hidrazina e tetróxido de nitrogênio, uma mistura hipergólica altamente inflamável que não pode ser colocada em contato.

Despressurização
No caso de um foguete Proton, o procedimento padrão em caso de falha ou final da missão é despressurizar os tanques propulsores, tornando-os inertes. Segundo as investigações preliminares, a explosão provavelmente aconteceu devido a uma falha neste procedimento, que inadvertidamente colocou em contato os dois propelentes, ocasionando a explosão.
Segundo a tenente-coronel da força aérea americana, Monica Matoush, porta-voz junto ao Pentágono, os militares americanos estão rastreando de perto o lixo espacial produzido na explosão e de acordo com a nota divulgada, pelo menos 500 objetos já foram catalogados. "Acreditamos que esse número deve aumentar à medida em que avançam os trabalhos de análise do campo de fragmentos", disse Matoush.
Antes da explosão, o estágio Breeze M estava posicionando em uma orbita elíptica entre 270 km de altura de perigeu e 4960 km de apogeu, com 49.9 graus de inclinação.
Segundo o JSOC (Joint Space Operations Center), órgão militar que mantém vigilância sobre satélites e lixo espacial, até agora não foram detectados fragmentos próximos à Estação Espacial, mas em boletim divulgado diariamente pela Nasa os controladores da missão mencionaram os fragmentos como "não insignificantes".

Rastreio de Satélites
Para rastrear os satélites e lixo espacial o JSOC utiliza um grande arranjo de radares, telescópios óticos e câmeras a bordo de satélites. Juntos, esses equipamentos são capazes de detectar objetos de pelo menos o tamanho de uma bola de tênis. Fragmentos menores, como os gerados por explosões antigas ou do Breeze m não são detectados.
A explosão de 16 de outubro é a terceira de uma série de desintegrações ocorridas com estágios do tipo Breeze M após falha de lançamento. Em 2011, uma falha de lançamento manteve em órbita outro estágio desse tipo, que ainda está intacto.
Para rastrear o lixo espacial que está em volta da Terra e saber quando os fragmentos poderão reentrar na atmosfera, utilize o Satview.org. Você poderá se surpreender.


domingo, 28 de outubro de 2012

Furacão Sandy

O furacão Sandy deve tocar a costa leste dos EUA entre esta segunda e terça-feira na altura do estado de Nova York e terá seu efeito potencializado pela presença de dois sistemas meteorológicos que atuam em conjunto na região. Juntos, os eventos foram batizados de "tempestade Frankenstorm" e deverá causar intensos temporais e inundações no leste americano.
Tempestade Perfeita



Sandy é um típico furação formado sobre as águas quentes do Atlântico e deveria seguir seu caminho normalmente em sentido nordeste até se dissipar na altura da costa do Canadá. No entanto, uma zona de alta pressão estacionada no Atlântico norte impede que a tormenta siga seu caminho, forçando-a em direção oeste rumo à costa leste dos EUA.

Além desse sistema, uma frente fria em movimento pelo interior do país ajuda puxar Sandy para dentro do continente, o que resultará em um choque entre o furacão, a frente fria e o sistema de alta pressão.

Previsao do furacao sandy



A presença desses três sistemas meteorológicos juntos sobre os EUA não é um fenômeno corriqueiro e muitos meteorologistas chamam o evento de tempestade perfeita ou super tempestade. De acordo com modelos de previsão, em algumas áreas costeiras o volume de chuva poderá ultrapassar 300 milímetros em 24 horas, com queda de neve que pode chegar a mais de 2 metros acumulados.

Evacuação
No sábado, os estados de Nova York, Maryland e Virginia decretaram estado de emergência. Em Nova Jersey, onde Sandy deverá causar grandes alagamentos, a população que vive próximo à costa já iniciou a evacuação voluntária e muitos moradores já se mudaram para casas de parentes e amigos em locais mais altos e afastados. O governo mantém ativo o alerta de evacuação e informa que as áreas costeiras poderão ficar sem energia elétrica.

Imagem de satelite furacao Sandy



Além dos sistemas meteorológicos que atuam na região, outro fator que preocupa as autoridades da Defesa Civil é que a chegada do furacão no continente ocorrerá em momento de lua cheia, o que poderá elevar ainda mais a maré e dificultar o escoamento da água.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, ordenou que 375 mil moradores deixem as regiões costeiras da cidade. O sistema de transporte da cidade também foi paralisado neste domingo. Segundo os meteorologistas do NWS (Serviço Oficial de Meteorologia dos EUA), Sandy pode ser a maior tempestade já enfrentada pelos EUA. Autoridades da Defesa Civil americana (FEMA) estimam entre 50 e 60 milhões o número de pessoas que poderão ser afetadas




Boletim
Imagens de satélite recebidas neste domingo mostravam que o centro do furacão Sandy se localizava sobre as coordenadas 32.8N e 71.9W, aproximadamente a 440 km do sudeste do Cabo Hatteras, na Carolina do Norte e 930 km ao sul de Nova York.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA, NHC, informou Sandy se movia em direção nordeste a 22 km/h e que esse movimento deveria se manter por pelo menos 24 horas. Segundo o NHC, o olho de Sandy deverá tocar a costa médio-atlântica dos EUA na segunda-feira à noite.

Sandy produz ventos sustentados de 120 km/h com rajadas que chegam a 150 km/h. A pressão barométrica medida por uma avião caça-furacão é de 951 hPa (hectopascais).

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Conhecimento: Conheça os tipos de arco-íris de fogo!


O arco-iris tradicional, como nós o conhecemos, é formado basicamente pela refração da luz solar nas gotículas de água presentes na atmosfera após alguma precipitação, que as torna miríades de micro-prismas, decompondo a luz branca do Sol (aliás, o Sol não é amarelo, é branco, nós o vemos assim devido aos efeitos atmosféricos), em sete cores.
Arco Iris de Fogo

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Já o arco-íris de fogo, fotografado em 16 de Outubro deste ano, pela colega Meire Ruiz em Itanhaém, região metropolitana da Costa da Mata Atlântica, a tradicional Baixada Santista, parece-me à primeira impressão, de um fenômeno de nuvem iridescente - um tipo de difração, causada por nuvens formadas por gotículas e gotículas de água de dimensões quase iguais, iluminadas em direção, oblíqua, compondo assim as cores do arco-íris comum (cada cor é difratada em ângulos distintos).Difração é um fenômeno comum da luz, considerando que a mesma é composta por ondas. Em 1803, o físico Young realizou uma experiência demonstrando que a luz possuía natureza ondulatória. Ele a fez passar por uma abertura estreita e constatou que, num anteparo instalado do outro lado, não surgia simplesmente uma linha nítida, mas sim um conjunto de faixas luminosas de diferentes intensidades. Isso explica a nuvem iridescente.
A irisdescência ocorre cotidianamente em poças de óleo ou até em vitrais que reproduzem halos, como aquele que levou muitos féis a crerem que se tratava de uma imgagem da Virgem Maria na cidade de Ferraz de Vasconcelos, região Metropolitana de São Paulo em 2002, fato que foi desmentido por pesquisadores, com publicação na Revista FAPESP.
Bem, fato miraculoso ou científico, é algo que chega a chamar muito o interesse de todos.
Finalmente, há ainda um outro tipo de arco-íris de fogo, o arco-íris circum-horizontal, que em vez de ser formado por gotículas de água é formado por pequeníssimos prismas de gelo, alinhados horizontalmente. Ambos, a nuvem iridescente e o arco-íris circum-horizontal, são fenômenos raros, portanto dou meus parabéns à argúcia e persistência da Meire Ruíz!
A Teoria da Conspiração prevê ainda que esses fenômenos são causados pelo projeto HAARP, que utiliza tecnologia de ondas de rádio muito potentes concentradas num raio que aquecem zonas da ionosfera. Ao serem refletidas de volta à superfície terrestre penetrariam em tudo (seres vivos ou não). De acordo com os adeptos da teoria, seria uma forma de poder se controlar o clima, promovendo até mesmo a formação ou intensificação de frentes frias ou furacões com a finalidade principal de controle militar de outros países.
Na verdade, o fato é que o fenômeno do arco-íris de fogo é perfeitamente natural e se são ou não intensificados pelo HAARP é outra história.
O que interessa mesmo é ter o conhecimento que as nuvens iridescentes ocorreram em 2009 em São Borja, Rio Grande do Sul e nas cidades paulistas de Nova Odessa e de novo, em Itanhaém!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Satélite registra pluma de vulcão ativo há mais de três anos



Localizado na ilha de Pagan, no arquipélago das Marianas, o monte Pagan consiste de dois grandes estratovulcões conectados por uma pequena faixa de terra. Juntos, formam o maior e um dos mais ativos vulcões das ilhas Marianas e desde a grande erupção de 1981 o vulcão é monitorado constantemente pelos pesquisadores.

Imagem_de_satelite_do_Vulcao_Pagan
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Situada a 320 quilômetros ao norte da capital Saipan, Pagan é uma pequena ilha vulcânica encravada no Pacífico ocidental. Com população flutuante muito pequena, quase sempre a ilha se manteve desabitada ao longo do tempo, mas a terra fértil sempre atraiu pequenas famílias que vez ou outra para lá se mudavam em busca de sustento.
Em 4 de maio de maio de 1981, o Monte Pagan iniciou um grande período atividade, produzindo um verdadeiro enxame sísmico com cerca de duzentos tremores por hora, muito acima do que os moradores estavam acostumados a sentir diariamente. Por rádio, o administrador da ilha solicitou auxílio às autoridades de Saipan pedindo para que a ilha fosse evacuada, mas o pedido não foi aceito. Na ocasião, os dados históricos mostravam que o vulcão não era susceptível à erupções violentas.


Ilha_Pagan,_Ilhas_Marianas
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Com o aumento da pressão magmática e atividade sísmica constantemente elevada, em 15 de maio de 1981 a montanha explodiu violentamente, arremessando na atmosfera milhões de toneladas de cinza e fumaça. Imediatamente, um fluxo de lava e material piroclástico começou a descer pelo flanco da montanha em direção à aldeia, forçando os moradores a fugirem para o lado sul da ilha, de onde foram resgatados pelas autoridades de Saipan.
Desde então a ilha não recebe mais moradores. As visitas são restritas às pessoas autorizadas, normalmente cientistas, que vão à Pagan com o objetivo de estudar a atividade vulcânica da região.
O enxame sísmico de 1981 marcou o início de um período de grande atividade vulcânica, que durou cerca de quatro anos. Depois disso, a montanha entrou erupção nove vezes até 2012 e desde o final de 2009 apresenta constante atividade sísmica e vulcânica, com tremores diários e emissões corriqueiras de cinza e fumaça.


sábado, 20 de outubro de 2012

Terra: Estudo mostra que Amásia será o próximo super-continente



Utilizando um novo modelo que usa a história geológica da Terra, cientistas estadunidenses concluíram que um novo supercontinente deverá se formar ao redor do círculo polar ártico, a partir da fusão entre os continentes americano e asiático. O estudo é uma alternativa às teorias tradicionais que explicam os ciclos supercontinentais.

De acordo com Ross Mitchell, ligado à Universidade de Yale e principal autor do trabalho, o novo supercontinente - batizado de Amásia - deverá se formar em cerca de 120 milhões de anos, após a o bloco asiático deslizar por baixo da América em um processo conhecido como subducção. Segundo o estudo, publicado recentemente pela revista científica Nature, a América ficaria praticamente na mesma localidade, enquanto o Mar do caribe e o oceano ártico desapareceriam.
Os modelos tradicionais mostram que áreas supercontinentes sucessivas se formam ou no mesmo local, por meio de um processo conhecido como "introversão" ou então em lados opostos do globo, através do processo de "extroversão". No entanto, a nova pesquisa mostra que a nova formação geológica não cabe em nenhum desses modelos.
No estudo, a equipe de Mitchell apresenta uma posição alternativa para formação Amásia. Nela, o próximo supercontinente ficaria a 90 graus de longitude oeste de distância da Pangeia, último grande supercontinente do passado. Pangéia se localizava onde hoje está a África e se rompeu há 200 milhões de anos.

Posições supercontinentais
A teoria de Mitchell é alicerçada principalmente na análise do alinhamento dos elementos magnéticos em rochas antigas (paleomagnetismo), que revelou onde se localizavam os polos magnéticos do planeta durante períodos específicos da história da Terra. Isso permitiu que os pesquisadores de Yale reunissem informações importantes para calcular as posições de Pangéia e os dois supercontinentes anteriores, Rodínia e Nuna.


Os cálculos mostram que tanto a Rodínia como Pangéia se formaram a cerca de 90 graus com relação aos respectivos supercontinentes antecessores. Com os resultados não se adequavam nem ao modelo da introversão nem ao modelo da extroversão, Mitchell e seus colegas propuseram um novo modelo, que batizaram de "ortoversão".
"É importante destacar que essa versão não é apenas uma solução de meio termo. Ela apresenta um estilo específico de transição intermediária", disse Mitchell.
"Agora que temos uma teoria dominante como supercontinentes tomaram forma, podemos especular como os ciclos supercontinentais vão acontecer no futuro e esse modelo mostra que o Oceano Ártico e o mar do Caribe vão fechar, fundindo as Américas e a Ásia praticamente no Polo Norte".

Modelo Elegante
Brendan Murphy, ligado ao Departamento de Ciências da Terra, da Universidade São Francisco Xavier, no Canadá disse que o novo estudo será de grande valor para a comunidade geológica.
"É certamente um modelo bastante elegante e qualquer metodologia que forneça uma explicação unificada e plausível para uma série de acontecimentos enigmáticos nos impulsiona para frente. Acredito que isso deverá estimular a comunidade geomagnética e tectônica a sair a campo e testar o novo modelo. Mesmo que esteja errado, ao longo dos anos devemos aprender muito, mas para isso precisamos testar".

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Asteroides próximos: haveria tempo de defesa em caso de impacto?



Recentemente, dois asteroides recém-descobertos se aproximaram da Terra de modo bastante sorrateiro e por pura sorte não atingiram nosso planeta. Desde o dia da descoberta até a aproximação máxima não se passaram nem cinco dias, um tempo considerado extremamente curto para qualquer tentativa de defesa ou fuga.

Asteroide_1950_DA
No dia 9 e 12 de outubro, duas rochas de aproximadamente 25 metros de comprimento cruzaram a orbita da Terra a quase 36 mil km/h. Apesar do tamanho e velocidade, se alguma dessas rochas tivesse atingido nosso planeta o máximo que aconteceria seria a formação de uma grande bola de fogo a cerca de 60 km de altitude, seguida de um forte estrondo provocado pela onda de choque supersônica.
Os cálculos mostram que o brilho produzido durante a queima seria tão intenso que poderia ser visto facilmente dentro de um raio de mais de 200 quilômetros, no entanto, pouco ou nada da flamejante rocha chegaria ao chão. Praticamente todo o asteroide seria consumido em chamas ainda na atmosfera, já que nenhum dos dois objetos tinha tamanho e energia suficiente para produzir algo mais catastrófico.


Apesar dos asteroides 2012 TM79 e 2012 TC4 não terem atingido a Terra, o que chama a atenção das pessoas é o curto espaço de tempo entre a detecção do objeto e a data prevista para aproximação, normalmente inferior a cinco dias. Em alguns casos, o aviso é dado somente quando a rocha já está praticamente no perigeu, o ponto de maior proximidade com a Terra.
Além dessa questão, outro ponto que parece confundir a maioria das pessoas está na própria incapacidade de detecção. Afinal, se os astrônomos observam galáxias a bilhões de anos-luz de distância, porque não conseguem ver os asteroides que estão tão próximos, em rota de colisão?
Apesar de serem dúvidas aparentemente desconexas, a chave para a resposta de ambos os questionamentos está no tamanho e no brilho dos objetos estudados ou vigiados e são essas características que tornam os asteroides tão difíceis de serem detectados.

Detectando Asteroides
Apesar de estarem muito mais distantes que os asteroides, as estrelas, galáxias ou supernovas emitem luz e mesmo que essa emissão chegue extremamente fraca até os telescópios espaciais ou terrestres, são perfeitamente visíveis nas fotografias digitais de longa exposição. Outro fator que contribui para facilitar a observação desses objetos é sua posição praticamente fixa em relação à Terra, o que permite que os estudos e imagens sejam feitos rotineiramente.
No caso dos asteroides, tudo muda. Eles não são astros com luz própria, mas refletores da luz solar. Como a maioria deles é formada por rochas pequenas e escuras sua observação se torna extremamente difícil, principalmente quando se encontram visualmente próximos ao Sol, quando a intensa luz da estrela ofusca completamente as observações.
Além disso, por se moverem muito rápido pelo céu são necessárias técnicas especiais para sua detecção, que comparam centenas de imagens CCD registradas diariamente na tentativa de identificar um possível ponto móvel em cenas sequenciais.

Asteroide Apophis
Quando um candidato a novo asteroide é detectado por algum telescópio, uma mensagem é imediatamente enviada a outros observatórios informando as coordenadas celestiais da localização do objeto. Em seguida, após uma série de observações a órbita do asteroide é calculada e só então a descoberta é publicada.
Mesmo com toda a tecnologia disponível, o pequeno tamanho e o baixo brilho impedem uma detecção a longa distância das rochas pequenas. Quando as imagens revelam um novo objeto, este normalmente já está bem perto da Terra.

Rota de Colisão
Uma vez compreendido que a detecção dos asteroides não é uma simples tarefa de observar e avisar, a pergunta que fica é: o que fazer se algum asteroide relativamente grande nos surpreender e tiver chances reais de atingir a Terra?
Para os cientistas especializados em riscos planetários, se um asteroide de grandes proporções rumasse hoje em direção à Terra, não haveria tempo suficiente para uma contra medida. Apesar de parecer catastrófica, essa é a pura realidade nos dias atuais.
Segundo os especialistas, todas as peripécias vistas em filmes, como bombas nucleares fragmentando os asteroides ou naves rebocando as rochas não passam de ficção, já que a tecnologia necessária para isso não existe. As melhores estimativas mostram que são necessários pelo menos vinte anos após a detecção de um asteroide em rota de colisão para que uma tecnologia para desviá-lo ou destruí-lo seja desenvolvida.
Como vemos, vinte anos é um tempo bastante longo se comparado aos atuais cinco dias dos avisos de aproximação, mas suficiente para impedir que o asteroide 1950 DA atinja a Terra em 2880, com chance de colisão estimada em 1 em 300.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Operação IceBrige


Os cientistas e membros da tripulação de voo com a Operação IceBridge, a missão aérea da NASA para estudar o gelo polar da Terra mudando, estão começando outra campanha sobre a Antártida. Agora em seu quarto ano, o retorno IceBridge para a Antártida vem quase um ano após a descoberta de uma fenda grande no continente Pine Island Glacier.

O vôo da ciência primeira da campanha começou sexta-feira, às 8 horas EDT quando DC-8 da NASA aeronaves de pesquisa deixou Punta Arenas, no Chile, para um vôo de 11 horas, que vai levá-la ao longo da geleira Thwaites, no oeste da Antártida. Este ano, IceBridge vai pesquisar áreas anteriormente não medidos de gelo da terra e do mar e recolher mais dados sobre áreas como a rápida mudança Pine Island Glacier. O IceBridge campanha Antártica vai operar de Punta Arenas até meados de novembro.

Vários vôos planejados IceBridge nos concentrar em correntes de gelo anteriormente não medidos de alimentação no Mar de Weddell. Estes voos vão coletar dados sobre o que está por baixo dessas correntes de gelo, algo vital para a compreensão de como mudanças nas condições pode afetar o fluxo de gelo no oceano e do nível do mar.

"Nós adicionamos pesquisas de correntes de gelo fluem para o Ronne e plataformas de gelo Filchner", disse IceBridge projeto cientista Michael Studinger na NASA Goddard Spaceflight Center em Greenbelt, Md. "Isso é algo que não tenha feito antes."

O grande rachadura na prateleira Pine Island Glacier de gelo flutuante tem sido o foco da atenção mundial como ele cresceu. A plataforma de gelo agora ameaça para parir, ou quebrar, um grande iceberg em Pine Island Bay no Mar de Amundsen. Pesquisadores vêm usando imagens de Aqua da NASA e Terra nave espacial e os dados de radar de abertura sintética do Centro Aeroespacial Alemão do TerraSAR-X de satélite para monitorar a fenda desde a sua descoberta no ano passado.

IceBridge também irá recolher dados sobre o gelo do mar nos mares de Bellingshausen e de Weddell. Por causa das diferenças geográficas, o gelo do mar da Antártida se comporta diferentemente do gelo no Ártico e apresenta desafios únicos.

"O gelo do mar na Antártida é um sistema muito diferente física", Goddard mar de gelo pesquisador Nathan Kurtz disse.

Correntes oceânicas, padrões de precipitação e da forma das massas de terra são apenas algumas das diferenças. Em vez de compactação de gelo contra a terra como na bacia do Ártico, correntes no Oceano Antártico empurrar muito do que mais para o mar. Além disso, as médias mais Antárctico queda de neve, que pesa gelo para baixo e permite que a água do oceano na camada inferior da neve na parte superior do gelo. A Antártida tem mais freqüentes eventos de vento forte e oscilações de temperatura grandes do que o Ártico, o que faz com que as camadas de gelo a forma da cobertura de neve. Ambos os fatores tornam recebendo leituras precisas de neve em cima do gelo do mar desafiador.

Ártico extensão do gelo do mar e volume atingiu níveis recordes este ano, mas o volume do gelo antártico mar foi segurando firme e na medida tem vindo a aumentar. Modelos preditivos têm dificuldade em identificar o que o gelo da Antártida mar pode fazer sob um clima de aquecimento global. Ter mais dados para trabalhar com esses modelos poderiam fazer mais útil. Outras observações vai dar aos pesquisadores mais dados sobre como as mudanças da Antártida gelo do mar ao longo do tempo.

"É por isso que ter observações é muito importante", disse Kurtz. "Queremos garantir que esses modelos estão recebendo a física direito.

IceBridge vai reunir informações sobre diversos aspectos de gelo da terra e do mar, usando uma variedade de sensores científicos a bordo do DC-8. Estes instrumentos incluem um altímetro a laser para medir as mudanças de elevação de superfície, instrumentos de radar diferentes para determinar a profundidade da neve e espessura do gelo, um gravímetro que reunirá dados sobre o tamanho ea forma de cavidades de água sob as plataformas de gelo, e um instrumento de câmera digital que tira de alta resolução de imagens úteis para a construção de mapas e modelos digitais de elevação do gelo.

Ao voar previamente faixas pesquisadas em rápida mudança áreas como a geleira Pine Island, IceBridge está construindo um legado de medições iniciados por satélite ICESat da NASA que vai continuar com o lançamento de ICESat-2 em 2016.

"Esta área está mudando tão rapidamente que precisamos examinar cada ano", disse Studinger.

Além disso, IceBridge vai voar ao longo das trilhas de satélite da Agência Espacial Europeia gelo-monitoramento, CryoSat-2.

A campanha deste ano também vai ver visitas a IceBridge por professores da escola. Dois Inglês de língua professores de ciências chilenos vai se reunir com cientistas e operadores de instrumentos IceBridge este mês e andar em um vôo pesquisa para saber mais sobre a pesquisa de ciência polar, com o objetivo de usar seus novos conhecimentos para melhor envolver e ensinar os alunos.

O escritório IceBridge ciência projeto é baseado em Goddard. O DC-8 é baseado em Dryden, da NASA Facilidade de Operações de Aeronaves, em Palmdale, na Califórnia

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Árvores sobreviveram à Idade do Gelo na Escandinávia


Árvores sobreviveram à Idade do Gelo na Escandinávia

Árvores sobreviveram à Idade do Gelo na Escandinávia

Algumas árvores da Escandinávia sobreviveram à Idade do Gelo, contrariando a tese comummente aceite de que todas as árvores teriam sucumbido à densa camada de gelo que cobriu a região.

Pensava-se que as atuais árvores coníferas existentes na Escandinávia descenderiam de espécies que migraram para o norte, após o gelo ter derretido, há 9 mil anos atrás. Mas investigações recentes sugerem que algumas árvores sobreviveram no topo das montanhas, em ilhas ou em áreas costeiras, escapando à grande camada de gelo. Estas investigações foram publicadas no jornal especializado Science.
"A nossa investigação mostra que nem todas as árvores da Escandinávia têm os mesmos antecessores, ao contrário do que antes acreditávamos", explicou à BBC o professor Eske Willerslev, do Centro de Geogenética da Universidade de Copenhaga. "Houve algumas espécies que sobreviveram à dureza do clima em bolsas que escaparam ao gelo, e depois, quando o gelo derreteu, conseguiram espalhar as suas sementes."
"Outras árvores árvores têm a sua origem nas zonas do sul da Europa. Assim, podemos referir-nos agora às espécies originais e às espécies introduzidas depois na Escandinávia."

domingo, 14 de outubro de 2012

CENTÉSIMA PUBLICAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!

Já fizemos a nossa centésima publicação.

PARABÉNS!!!!!!

'Curiosity' encontra em Marte rocha similar às da Terra


Pedra 'Jake Matijevic' encontrada pelo 'Curiosity'


Pedra 'Jake Matijevic' encontrada pelo 'Curiosity'

Novas atualizações fornecidas pela NASA informam que o 'robô' 'Curiosity' encontrou, em Marte, uma rocha com características similares às rochas vulcânicas encontradas na Terra.

A NASA deu o nome de "Jake Matijevis" à rocha que o 'Curiosity' encontrou em Marte. Do tamanho de uma bola de futebol e em forma de pirâmide, a pedra apresenta uma composição mais variada do que o esperado e muito semelhante à de algumas pedras encontradas no interior da Terra.
A pedra 'Jake' foi a primeira analisada pelo 'Alpha Particle X-Ray Sprectrometer' e a 13ª examinada pela 'Chemistry and Camera', dois instrumentos presentes no 'robô', que é uma versão mais rápida e melhorada em relação aos que foram a Marte antes. As suas características aperfeiçoadas permitiram analisar dois pequenos pontos presentes na pedra 'Jake', o que forneceu aos cientistas uma larga base de dados de comparação para o que o 'Curiosity' vê, adianta o site oficial da NASA.
Os resultados obtidos pela análise são um exemplo da importância que a identificação das rochas representa. As composições destas pedras acaba por contar a história do planeta, o que faz da sua análise uma importante componente da missão, adianta a NASA.
Com o objetivo de avaliar se a área já ofereceu condições ambientais favoráveis à vida microbiana, os investigadores irão, ao longo da missão de dois anos, fazer uso dos dez instrumentos do 'Curiosity'.

sábado, 13 de outubro de 2012

Vaivém percorre ruas de Los Angeles


O vaivém no seu percurso por terra
O vaivém no seu percurso por terra

Vaivém espacial está a deslocar-se através da cidade, em direção ao museu California Science Center

O vaivém Endeavour está a caminho da sua última morada, o California Science Center, em Los Angeles, mas para esta derradeira viagem não precisou de levantar voo, o que é algo insólito para a uma nave espacial.
O percurso de 19 quilómetros, entre o aeroporto internacional e o museu, onde oEndeavour vai juntar-se a outras peças que fizeram a história da conquista espacial, está desde ontem a ser feito por estrada, através da cidade, entre arranha-céus e fileiras de árvores.
Aos 185 milhões de quilómetros percorridos pela nave ao longo de duas décadas no activo, entre a superfície da Terra e a sua órbita, juntam-se agora mais 19 quilómetros, que estão a ser percorridos a uma velocidade média de 3,9 quilómetros por hora. A jornada tem o fim previsto para a próxima madrugada (hora de Lisboa).

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Nebulosa de Orion: alvo fácil e cheio de detalhes interessantes


Depois da Lua, um dos primeiros alvos escolhidos para observação astronômica é sem dúvida a Nebulosa de Órion. Conhecida também como M42, a nebulosa encanta qualquer observador noturno. Gigantesco berçário estelar, M42 tem como vizinho um belo trapézio de estrelas, com detalhes somente captados através de técnicas especiais.
Nebulosa M42 e o trapézio de estrelas
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Na foto acima, registrada pelos astrofotógrafos Jesús Ruiz e Maritxu Poyal, a nebulosa M42 é vista em tons avermelhados em primeiro plano, no centro superior direito da foto. Ao seu lado esquerdo, quase no centro da imagem, a pequena nebulosa NGC 1977 compartilha sua companhia. Do lado esquerdo, o trapézio de estrelas.
De tão belo, observar o trapézio pode tomar várias horas do astrônomo amador, que não cansa de se encantar com a luz quase hipnotizante das quatro estrelas, chamadas Theta Orionis. A mais brilhante, Theta Orionis C, se localiza a 1350 anos-luz de distância e sua intensa radiação ioniza o gás responsável pela tênue luz que se vê quando o trapézio é observado através de um pequeno telescópio.
Detalhes
Apesar de parecer uma única estrela, Theta Orionis C é na realidade formado por duas estrelas, mas isso só foi possível de ser observado pela primeira vez em 1999, já que a distância angular entre elas é de apenas 20 miliarcosegundos.

Theta Orionis
Para estudar em profundidade o sistema foram necessários telescópios de altíssima resolução angular e em 2009, uma equipe liderada pelos astrofísicos Stefan Kraus e Gerd Weigelt, do Instituto Max Plank de Radioastronomia, da Alemanha, obteve as primeiras imagens do sistema, que permitiram estudar com precisão as características físicas e orbitais de Theta Orionis C.
Combinando as observações feitas com o instrumento AMBER, instalado no telescópio VLT, no deserto de Atacama, no Chile, e imagens registradas nos últimos 12 anos, os astrofísicos calcularam em 11 anos o período orbital do sistema e através da terceira Lei de Kepler concluíram que a massa das estrelas é de 38 massas solares para Theta Orionis C1 e 9 massas solares para Theta Orionis C, concluindo que o duplo sistema é o mais maciço objeto próximo à Nebulosa de Órion.

carta_celeste_da_Constelacao_de_orion

Como ver
Localizar a nebulosa de Órion é muito fácil e possivelmente você já olhou para ela sem saber. Trata-se daquele grupinho luminoso de estrelas que está próximo às Três Marias, alvo muito fácil de ser localizado nas madrugadas de setembro, outubro.
A carta celeste mostrada acima ajudará você a encontrar esse fantástico grupo de estrelas nas noites de outubro. Além de Órion, o cenário celeste ainda tem Aldebarã e Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno. Para encontrar, é só olhar para o quadrante leste. Não tem como errar!
Bons Céus!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

TERRAMOTO!!!!!!

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram que um intenso abalo sísmico que atingiu 7.1 graus de magnitude foi registrado na Colômbia, na América do Sul. O violento abalo teve seu epicentro localizado sob as coordenadas 2.04N e 76.57W, a 140 km de profundidade. O mapa abaixo mostra a localização do epicentro.

Apesar da grande intensidade do abalo, a profundidade em que ocorreu o evento favorece a dissipação da energia antes de chegar à superfície.

Um terremoto de 7.1 graus de magnitude libera a mesma energia que 34 bombas atómicas similares a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 670 mil toneladas de TNT.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

NASA captura incrível imagem do `Olho de Deus`


Conhecida como “Olho de Deus”, a nebulosa Helix teve essa incrível imagem capturada pela Nasa. A tonalidade violeta foi registrada pelo telescópio Galaxy Evolution Explorer, também chamado de Galex, no Instituto de Tecnologia de Passadena, na Califórnia (Estados Unidos).

As nebulosas são um dos objetos mais impressionantes no céu noturno. Elas são restos de estrelas e nuvens interestelares de poeira, moléculas, hidrogênio, hélio e outros gases ionizados, onde nascem novas estrelas.

A nebulosa foi descoberta no século 18 e é identificada por NGC 7293. Considerada uma das nebulosas mais próximas do planeta Terra, a Helix encontra-se a 650 anos-luz de distância, na constelação de Aquário.

A Helix continua brilhando por conta da intensa radiação ultravioleta emitida pela estrela anã branca, no centro da nebulosa. A radiação lançada aquece as camadas de gás expelido ao redor, formando esse incrível efeito.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

"Dragon" já partiu para a Estação Espacial Internacional


"Dragon" já partiu para a Estação Espacial Internacional


A cápsula espacial não tripulada "Dragon", da empresa norte-americana privada SpaceX, partiu hoje numa missão de abastecimento para a Estação Espacial Internacional, segundo imagens em direto transmitidas pela televisão da NASA.

O lançamento foi efetuado a partir de Cap Canaveral, na Florida, às 20:35 de domingo (01:35 de segunda-feira em Lisboa).
A "Dragon" deverá chegar à Estação Espacial Internacional na próxima quarta-feira e voltar à Terra no dia 28 de outubro.
Esta será a segunda visita da "Dragon" à Estação Espacial Internacional depois do lançamento realizado com sucesso a 22 de maio na Florida, pelo foguetão "Falcon 9".
A NASA encerrou no fim do ano passado, após três décadas, o seu programa de vaivéns espaciais, que sustentou a construção, abastecimento e troca de tripulações na EEI, um projeto superior a 1.000 milhões de dólares (cerca de 1.300 milhões de euros), no qual participaram 16 nações.
A empresa SpaceX, com sede em Hawthorne (Califórnia), recebeu um contrato de 1.600 milhões de dólares do programa de Serviços de Transportes de Órbita Comerciais (COTS, em inglês) da NASA, para o fabrico da cápsula Dragon e 12 missões de aprovisionamento da EEI, uma vez que se completaram os voos de ensaio.

domingo, 7 de outubro de 2012

Rapaz de 11 anos descobre mamute na Rússia



Um rapaz de 11 anos descobriu um mamute num estado de conservação excecional quando passeava com o irmão perto do rio Ienissel no Grande Norte russo, anunciou hoje um cientista especializado nesta espécie desaparecida há milhares de anos.
A descoberta, revelada esta semana, ocorreu em agosto perto do golfo do Ienissel perto do oceano Ártico, na península de Taimyr, onde o animal ficou até agora conservado num subsolo cuja temperatura se mantém permanentemente inferior ou igual a zero graus centígrados durante um período mínimo de dois anos, indicou Alexeï Tikhonov, diretor do museu zoológico de São Petersburgo, que se deslocou ao local.
O rapaz de 11 anos "informou da descoberta o pai, que advertiu o diretor da estação polar, que por seu lado chamou os cientistas", explicou Tikhonov.
"Deslocámo-nos ao local com um responsável do comité internacional do mamute: encontrámos um grande mamute, que jazia sobre o lado direito cinco metros abaixo do nível do mar, adiantou.
"O esqueleto está praticamente inteiro e talvez esteja o coração inteiro na caixa torácica. Podemos falar do mamute do século", declarou ainda o cientista.

sábado, 6 de outubro de 2012

Asteroide recém-descoberto faz rasante na Terra neste domingo



Atenção: Um asteroide recém-descoberto na sexta-feira fará um voo rasante nas cercanias da Terra e passará neste domingo a apenas 256 mil km do planeta, dentro da órbita lunar. O objeto tem designação provisória de TCT 501 e deverá ser confirmado ainda neste sábado pelo MCP (Minor Planet Center).
Asteroide_TC_501

 As análises iniciais mostram que apesar da grande proximidade, não há risco de choque com a Terra ou com a Lua, mas é necessária a confirmação por parte do MCP para que os elementos orbitais estejam disponíveis para que seja feita uma análise mais detalhada, o que deve acontecer ainda neste sábado.



De acordo com o astrônomo amador Leonid Elenin, o asteroide foi descoberto através de imagens do telescópio robótico do Tenagra Observatory, no Arizona, e as primeiras estimativas mostram que o objeto tem entre 25 e 45 metros.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

12 de Novembro

Falta pouco para o nosso 1ºAniversário, dia 12 de Novembro de 2012 vamos revelar as estatísticas desde o início do blogue.

5 DE OUTUBRO


HOJE COMEMORA-SE A REPÚBLICA PORTUGUESA
Neste mes
mo dia, em 1910, como resultado do golpe de Estado organizado pelo Partido Republicano Português, era destituída a monarquia constitucional e implantava-se um novo regime político em Portugal - a República.

As comemorações oficiais do 5 de Outubro decorrem em Lisboa - pela primeira vez, no novo Pátio da Galé -, onde vão realizar-se os discursos dos representantes políticos nacionais. O primeiro-ministro, PASSOS COELHO, é o grande ausente das comemorações, uma vez que vai estar na Eslováquia e em Malta até ao final da semana.

Como consequência das medidas de austeridade acordadas com a ‘troika’, o Governo anunciou recentemente que, a partir do próximo ano, o dia 5 de outubro, um dos dias mais emblemáticos da Nação, deixará de ser feriado nacional.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Destino: Ceres


Destino: Ceres
Lançada em setembro de 2007, a sonda entrou na orbita de Vesta em 16 de julho de 2011 e ali permaneceu até o início de setembro de 2012, quando seus foguetes de íons a impulsionaram rumo à segunda fase de sua missão, o planeta-anão Ceres.



Planeta_Anao_Ceres

Com 950 km de diâmetro, Ceres é o corpo mais maciço da região do Cinturão de Asteroides. Sozinho, sua massa corresponde a um terço de toda a massa do cinturão.
Mesmo sendo um objeto próximo da Terra (atualmente está a 350 milhões de km do nosso planeta), Ceres é pouco conhecido e explorado.
Imagens feitas em 1995 com auxílio do telescópio espacial Hubble mostraram um grande ponto escuro em sua superfície, que se acredita esteja relacionado a uma grande cratera. No entanto, novos registros feitos em 2003 revelaram a existência de um pequeno ponto branco de origem ainda não determinada, mas o ponto negro não estava mais presente nas cenas.

Se tudo correr como planejado, a nave deve chegar ao planeta-anão em fevereiro de 2015. A julgar pelas imagens feitas do protoplaneta Vesta, a superfície ceresiana começará em breve a revelar seus mistérios. Até lá, só nos resta esperar.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Um sinal do fim do mundo? ou um raro fenómeno solar?


Um fenômeno solar, observado em quase todo o Brasil, chamou à atenção de varias pessoas que estavam observando o céu, ou que só olharam.




Um grande disco colorido, parecendo um gigantesco arco-íris, passou vários minutos em volta do Sol, provocando um belo espetáculo no céu.
As pessoas passaram vários minutos olhando para o alto e registrando tudo com as lentes dos telefones celulares. Vários religiosos presentes acharam que fosse um ',um sinal do fim do mundo',.
Mais o fenômeno e conhecido como “Disco de Airy”, em homenagem ao astrônomo britânico do século XIX George Airy, que desvendou o mistério.
Halo solar, como é chamado este fenômeno, se forma quando a luz do sol incide sobre nuvens com cristais de gelo, fazendo com que ocorra refração. Isso faz com que a luz se disperse e sejam observadas as cores que integram o feixe de luz como em um arco-íris. As nuvens esfarrapadas na alta atmosfera (mais de 20 quilômetros de altitude) formando uma espécie de lente que dá o efeito circular à volta do Sol.

O fenômeno óptico também produz a separação das cores - vermelho e azul - e é por isso que há quem pense tratar-se de um gigantesco arco-íris, mas só o vermelho se observa com mais facilidade, devido à falta de contraste do azul com a cor do céu.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Grande Barreira de Coral já perdeu metade dos corais


Grande Barreira de Coral já perdeu metade dos corais

A Grande Barreira australiana de Coral, declarada Património da Humanidade em 1981, já perdeu mais de metade dos seus corais nos últimos 27 anos, revela um estudo hoje divulgado.

A investigação, realizada por peritos do Instituto Australiano de Ciências Marinhas, assinala que a destruição dos corais foi causada em 48 por cento pelas fortes tempestades e em 42 por cento pela presença de coroas de espinhos, acanthaster planci no nome científico.
Outro dos fatores indicados para o desaparecimento dos corais é a sua descoloração em consequência do stress provocado pelas alterações ambientais.
A investigação assinala também que se fossem aniquiladas as coroas de espinhos, a taxa anual de recuperação dos corais poderia aumentar em 0,89 por cento.
"Não podemos impedir as tempestades, mas podemos deter as coroas de espinhos e se o fizermos, daremos uma maior oportunidade à Grande Barreira para se adaptar "s novas condições como o aumento da temperatura da água do mar", explicou um dirigente do instituto.
O estudo salienta também que a Grande Barreira precisa entre 10 a 20 anos para recuperar, mas adverte que se as condições se mantiverem intactas, esta pode perder metade da sua diversidade atual até 2022.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dia Internacional da Música

Hoje é Dia Internacional da Música parabéns a todos os músicos.

Nuvem estranha!!!!!!!

Formação bizarra da atmosfera ou um Ovni?


A imagem a seguir ainda intriga muitas pessoas... Alguns consideram-na um autêntico caso de aparição de um Ovni (Ufo), objeto voador não-identificado.




Mas, mesmo com essa aparência instigante, não passa de uma bela e bizarra forma de um tipo peculiar de nuvem - a nuvem lenticular, rigorosamente uma espécie do gênero de nuvem chamada altos-cúmulos, nuvem de altitude média (entre 2000 m e 5500 m nas regiões de latitudes temperadas e um tanto mais baixas nas regiões tropicais).
Sim, até as nuvens são classificadas à semelhança dos seres vivos, com gênero e espécie.
No caso da altos-cúmulos lenticulares, são nuvens orográficas, ou seja, formam-se quando o ar é forçado para cima enquanto tenta ultrapassar uma montanha. Permanecem como formações semi-estacionárias situadas nos topos de ondulações de correntes de ar que se desestabilizam por atrito sobre as montanhas. Em Dinâmica de fluidos, conhece-se esse regime de escoamento, como turbulento.

Enfim, a não ser uma nuvem espetacular, mais encontrada sobre topos de altas montanhas (especialmente em latitudes temperadas), de objeto voador não-identificado ela nada tem.