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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Primeira empresa privada autorizada a visitar a Lua deve fazê-lo já em 2017

Missão à Lua resultará, possivelmente, a extração de recursos do satélite. Viagens turísticas serão também uma opção a ser considerada pela empresa.


A Moon Express sagrou-se oficialmente a primeira empresa privada a obter autorização para viajar para lá da órbita terrestre. Na segunda metade de de 2017 planeia visitar a Lua.

        "Estamos agora autorizados a explorar o oitavo continente da Terra, a Lua, procurando conhecimento e recursos para expandir a esfera económica terrestre para o benefício de toda a humanidade", comenta Bob Richards, co-fundador e chefe-executivo da Moon Express.

         Todas as atividades comerciais no Espaço tinham sido limitadas à órbita da Terra, mas, depois de meses de conversações com os responsáveis governamentais, a companhia recebeu luz verde da Administração Federal da Aviação (FAA) para ultrapassar esses limites.

        A Moon Express tornar-se-á, assim, na quarta entidade a alunar, depois dos Estados Unidos, a antiga U.R.S.S. e a China terem-no feito. Segundo a Quartz, a decisão da FAA não abre um precedente para futuras explorações espaciais comerciais, isto é, cada nova proposta empresarial será avaliada individualmente até que sejam promulgadas leis que regulem esta atividade.

"Escolhemos ir à Lua, porque é um bom negócio", revela Naveen Jain, co-fundador da empresa. Uma vez na Lua, os exploradores planeiam colher água e hélio-3, criar um depósito de combustível e eventualmente promover viagens de ida e volta. O turismo, a extração de recursos e o desenvolvimento de tecnologia são três outras hipóteses a considerar.

Em novembro de 2015, o Ato de Competitividade do Lançamento Espacial Comercial tornou os recursos eventualmente extraídos por empresas privadas fora da órbita terrestre propriedade dessas companhias.

A ideia desta empresa sedeada na Florida partiu do Google Lunar X-PRIZE, um concurso internacional que promete 30 milhões de dólares (pouco mais de 26 milhões de euros) à entidade privada que alunar, viaje 500 metros na superfície da Lua e transmita daí vídeos em HD para a Terra. A Moon Express espera agora ganhar a competição.

Fonte: dn.pt

domingo, 6 de julho de 2014

Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra e com 'dois sóis'




Pesquisadores descobriram um planeta a 3 mil anos-luz da Terra que orbita apenas uma estrela de uma dupla de estrelas que compõem um sistema binário. O fenómeno foi visto com surpresa pelos cientistas. 

Até hoje, a maioria dos exoplanetas (planetas fora do nosos Sistema Solar) já descobertos orbitam estrelas solitárias. E, quando orbitam sistemas binários, é mais comum que eles orbitem as duas estrelas, e não uma só. 

O planeta recém-descoberto fica a uma distância de sua estrela quase igual à distância entre a Terra e o Sol. Mas, como sua estrela tem menos brilho, a temperatura lá é bem mais fria do que a da Terra. 

A descoberta, feita por quatro equipas internacionais de pesquisa lideradas pela Universidade do Estado de Ohio, foi publicada esta semana na revista "Science". Segundo os pesquisadores, o estudo fornece uma evidência de que planetas terrestres (rochosos) podem formar órbitas similares às da Terra mesmo em sistemas binários. 

"Isso expande as potenciais localizações para descobrir planetas habitáveis no futuro", diz Scott Gaudi, professor de astronomia na Universidade do Estado de Ohio. "Metade das estrelas na galáxia estão em sistemas binários. Não tínhamos ideia de que planetas similares à Terra, com órbitas similares à da Terra poderiam se formar nessses sistemas." 

Apesar de este planeta ser frio demais para ser capaz de abrigar vida, caso sua estrela fosse similar ao Sol, também dentro de um sistema binário, ele poderia estar na "zona habitável".

sexta-feira, 25 de abril de 2014

MESSENGER completa 3000.ª órbita de Mercúrio e aproxima-se mais do planeta

No dia 20 de Abril, a sonda MESSENGER completou a sua 3000.ª órbita de Mercúrio e está agora mais perto do planeta do que qualquer outra sonda, descendo até uma altitude de 199 km acima da superfície do planeta. 
"Estamos a cortar através do campo magnético de Mercúrio numa geometria diferente, e isso lançou uma nova luz sobre a população de eletrões energéticos," diz Ralph McNutt, cientista do projeto MESSENGER, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Laurel, Maryland, EUA. "Além disso, estamos agora passando mais tempo perto do planeta, o que aumentou as oportunidades de todos os instrumentos fazerem observações de alta-resolução do planeta." 

A MESSENGER tem completado três órbitas [em torno de Mercúrio] por dia desde Abril de 2012, quando duas manobras de correção orbitais reduziram o seu período orbital de 12 para 8 horas. A órbita mais curta permitiu à equipe científica explorar novas questões sobre a composição de Mercúrio, evolução geológica e ambiente, levantadas por descobertas feitas durante o primeiro ano de operações orbitais. 


Carolyn Ernst, do mesmo laboratório, que lida com o instrumento MLA (Mercury Laser Altimeter), disse que a mudança de uma órbita de 12 horas para uma órbita de 8 horas deu à sua equipe 50% mais dados de altimetria. "Quantos mais dados adquirirmos, melhor conseguimos resolver a topografia do planeta," comenta. "A órbita de 8 horas também nos permite obter mais medições da refletividade, que têm fornecido pistas importantes para a caracterização em radar de brilhantes depósitos nas latitudes altas do norte." 

David Lawrence, cientista que participa na missão MESSENGER, disse que está animado com o que as órbitas de baixa-altitude vão revelar sobre a composição da superfície de Mercúrio. "Até hoje, as nossas medições da composição com dados raios-X e raios-gama resolveram apenas áreas muito grandes da superfície de Mercúrio. A altitudes de 100 km ou menos, a MESSENGER nos permitirá identificar as assinaturas composicionais de características geológicas específicas, que por sua vez vão ajudar-nos compreender como é que a superfície se formou e mudou ao longo do tempo." 

O ponto da órbita, mais próximo da superfície, continuará a diminuir até à primeira manobra de correção orbital, marcada para o dia 17 de Junho. 

"O último ano das operações orbitais da MESSENGER será uma missão completamente nova," acrescenta Sean Solomon, pesquisador principal da sonda, do Observatório da Terra Lamont-Doherty da Universidade de Columbia. "Com cada órbita, as nossas imagens, as nossas medições da composição da superfície, e as nossas observações dos campos magnéticos e de gravidade do planeta serão de resolução cada vez maior. Seremos capazes de caracterizar pela primeira vez o ambiente de partículas perto da superfície de Mercúrio. Mercúrio tem teimosamente mantido bastantes segredos, mas muitos vão finalmente ser revelados." 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Nave espacial da Nasa colide contra a Lua em missão suicida proposital

Batida foi forçada após a nave transmitir dados sobre poeira e gases. Missão iria até 21 de abril, mas combustível acabou e colisão foi adiantada. 
Desenho divulgado pela Nasa mostra a nave LADEE orbitando ao redor da lua. Ilustração: AP Photo/NASA, Dana Berry
Uma aeronave robótica americana finalizou sua missão pioneira de mapear poeira e gases ao redor da Lua com uma colisão propositalmente suicida na superfície lunar nesta sexta-feira (18), afirmaram oficias da NASA (a agência espacial americana).

Conhecida como LADEE, a nave voou a altitudes cada vez mais baixas para estudar como a poeira é levantada da superfície lunar e quais gases compõem a chamada exosfera lunar -- a região do espaço que rodeia a lua. 

Oficiais da NASA planejavam a colisão da nave com a Lua após ela transmitir a última série de dados.

"O impacto nessas velocidades não é nada gentil", afirmou o cientista que liderou a missão, Rick Elphic, em um comunicado. 

Sem combustível 

Lançada no dia 6 de setembro de Wallops Island, no estado americano da Virginia, a LADEE ficou em órbita em torno da Lua em outubro. Em novembro, ela iniciou sua tarefa, que esperava-se que durasse cem dias. 

Depois a missão foi estendida até o dia 21 de abril, mas a nave ficou sem combustível e caiu em algum lugar da lua na madrugada desta sexta-feira. 

Controladores de voo vão tentar descobrir onde exatamente a LADEE caiu para obter imagens do local. 

Além de entender melhor a lua, os cientistas planejam usar os dados coletados sobre a exosfera lunar para o recriar o ambiente de outros corpos sem ar, incluindo Plutão, que será visitado pela primeira vez por uma nave da Nasa no próximo ano.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Nasa resolve mistério de rocha em formato de 'donut' achada em Marte

A Nasa, (Agência Espacial americana) resolveu o mistério sobre uma curiosa rocha achada em Marte no final de janeiro, que parecia ter saído do nada e foi apelidada popularmente de "donut" por causa de sua aparência peculiar. 
Segundo Nasa, fragmento se soltou de uma rocha maior. Foto: NASA/AP
O que surpreendeu os cientistas não foi apenas o seu aspecto estranho, mas, sobretudo, porque não encontravam explicação para como ela tinha aparecido, já que a rocha é só vista na segunda de duas fotografias tiradas apenas com duas semanas de diferença pelo robô Curiosity sobre a mesma porção de superfície no planeta Marte. 

A Nasa pôs fim nesta sexta-feira ao mistério ao explicar que o enigmático "donut" não era mais que um fragmento que se soltou de uma rocha maior que tinha deslocado com suas rodas o próprio robô, um engenho espacial que inspeciona a superfície de Marte na busca de novas descobertas sobre este planeta desde o dia 6 de agosto de 2012. 

"Uma vez que movimentamos o robô Opportunity, após inspecionar a rocha Pinnacle Island, pudemos ver diretamente de cima uma rocha que tinha a mesma aparência incomum e estranha. Nós passamos por cima com o robô. Pudemos ver as marcas. Daí é de onde veio Pinnacle Island", disse o membro do projeto Ray Arvidson, da Universidade de Washington em St. Louis.